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  • Fabricio Bonecini

Renda, inflação e auxílio emergencial durante a pandemia da Covid-19 no Brasil

A crise econômica e social gerada pela pandemia da Covid-19 afetou drasticamente a renda da população brasileira. O aumento das taxas de desemprego foi determinante para a redução da renda. Em 2020, o Brasil atingiu a pior média de desemprego da sua história, com taxa de desocupação chegando a 13,5%, o que corresponde a cerca de 14 milhões de pessoas.


Impactando ainda mais a renda das brasileiras e brasileiros, a população enfrenta alta preocupante de preços. Para o ano de 2020 a inflação média acumulada foi de 4,52%. Além dos alimentos, o preço dos combustíveis também puxou a inflação para cima. De julho de 2020 a março de 2021, os combustíveis tiveram aumento médio de aproximadamente 28%.


Entre os mais pobres, a 1ª etapa do auxílio emergencial, que ocorreu entre abril e dezembro de 2020, foi decisiva. A distribuição do auxílio se deu majoritariamente nas regiões Norte e Nordeste, cobrindo 59,8% e 58,8% dos domicílios, respectivamente.


Na 2ª etapa, já em 2021, terão direito às 4 parcelas (i) mulheres que chefiam famílias (R$375 a parcela); (ii) famílias com mais de uma pessoa não chefiadas por mulheres (R$250); e (iii) quem mora sozinho (R$150). Segundo pesquisadores da FGV, o auxílio emergencial em 2021 é muito baixo e insuficiente para repor as perdas de renda e proteção social, sobretudo em relação às mulheres, grupo mais fortemente atingido.


No rastro da pobreza e do choque na renda da população, veio também a fome. Cerca de 15% dos 211 milhões de brasileiros passaram fome durante a pandemia - estima-se que 31,6 milhões de pessoas não tinham o que comer.


Diante desse cenário, como apontar para o futuro pós-pandemia?


Como superar uma economia simultaneamente fraca e em desaceleração, com altas taxas de desemprego, baixa disponibilidade de crédito, e aumento de preços?


As respostas a essas perguntas serão cruciais e definidoras da política econômica e da (re)distribuição de renda e garantia de qualidade de vida à população brasileira no futuro.


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