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  • Nathália Cristina Ribeiro

Colapso do SUS

O Brasil passa pela pior crise sanitária e hospitalar da história. As ocupações de leitos de UTI atingiram níveis caóticos em abril. De acordo com a Fiocruz, no Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Distrito Federal, os leitos de UTI atingiram 98% da sua capacidade total. Na cidade mais rica do país, São Paulo, a situação não era melhor: mais de 640 unidades de saúde do SUS notificaram o baixo ou inexistente estoque de kits intubação, materiais essenciais para o tratamento de COVID-19 em casos mais graves.


Além da pandemia, crises e desafios de saúde já conhecidos permanecem preocupantes no cenário brasileiro. Em fevereiro, o Acre já registrava 1683 casos de dengue, um aumento de 190% em relação aos números do mesmo período do ano passado. Paralelamente, casos de Tuberculose (TB) diminuíram 9.5% em 2020. Os cientistas afirmam que a diminuição representa, na verdade, apenas um resultado do foco direcionado para a pandemia, o que prejudica o diagnóstico de novos casos de TB.


Globalmente, a gestão de saúde de qualidade é fundamental no controle da pandemia e pode ser a resposta para muitos dos desafios ora enfrentados. Porém, no Brasil, um comitê para enfrentar a crise do COVID-19 foi criado somente após um ano de pandemia. Claramente, as esferas governamentais se mostram despreparadas para lidar com a priorização de gestão de casos de COVID-19, resultando na ausência de políticas públicas efetivas no acesso racional e produtivo aos serviços de saúde, que afeta mais profundamente a população periférica, que são majoritariamente negras e também povos originários.


Promover saúde sem investir em políticas públicas são pautas contraditórias. Políticos têm papel fundamental nessas pautas, principalmente na ação ou omissão de estratégias que garantam a saúde da população. É importante compreender a Esfera Pública no país, como uma área da saúde pública, assim sendo um conceito político.



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