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  • Nathália Cristina Ribeiro

Até onde somos todOs iguais?

O Brasil é conhecido como um país acolhedor e cordial. No entanto, pelo 12º ano consecutivo é o mais que mais mata transsexuais. A conta não bate! A expectativa de vida da população brasileira é de cerca de 75 anos. Em contraste, a da população transsexual é apenas 35 anos.


O ministério da mulher, da família e dos direitos humanos diz estar engajado no combate à homofobia, enfrentando a violência aos grupos vulneráveis. No entanto, no mês passado tramitava na Assembléia Legislativa de São Paulo, o Projeto de Lei que pretendia proibir a veiculação de propaganda com presenças de LGBTQIA+. Invisibilizando assim essa população, perpetuando a cultura do apagamento e discriminando o direito de existir das pessoas LGBTQIA+.


Historicamente, gênero e sexualidade são pautas sociopolíticas. Porém, a naturalização da heterossexualidade compulsória ainda tem papel fundamental na hierarquização e opressão das sexualidades desviantes. Pela luta à democracia, movimentos feministas e LGBTQIA+ promovem a criação de políticas públicas pelo direito da (r)existência de negres e LGBTQIA+. No entanto, as desigualdades ainda são muitas, em um país que mais de 56% população é negra e 52% é mulher, câmaras municipais seguem com maiorias brancas (55%) e homens (88%). Em resistência e persistência, mais de 90 pessoas da comunidade LGBTQIA+ foram eleitas nas eleições municipais, um recorde histórico com um aumento de mais de 300% em 2020.


Em um país que intolerância e a desigualdade triunfam, o dia 17 de maio chama atenção à violência, discriminação e preconceito sofridos pela população LGBTQIA+. Dia escolhido, pois em 1990 nessa data a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças.


O #brazilforumuk2021 é totalmente contra a homofobia, a transfobia e a bifobia e repudia qualquer discurso de ódio. Somos aliados na promoção e igualdade de direitos da comunidade LGBTQIA+.

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